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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Neve na minha escola

No dia 9 de Janeiro, inesperadamente começou a nevar. A princípio, ninguém acreditava porque caía pouco e era fininha. Entretanto, deu o sinal de entrada e fomos todos para as aulas.
A neve começou a engrossar cada vez mais. Dirigimo-nos todos para as janelas a fim de apreciar os flocos encantadores, enquanto uns tiravam fotos, outros punham a cabeça de fora para apanhar com a neve e ficar com a cabeça cheia dela e outros apanhavam-na com a mão!…
Para muitos, foi a primeira vez que viam neve, e claro estavam muito contentes, mas a verdade é que estávamos todos. Era uma alegria!...
Finalmente, quando as professoras deixaram sair sentimos o encanto deste fenómeno raro.
Fizemos bonecos de neve, atirámos bolas uns aos outros, e não éramos só nós que nos divertíamos, muitos professores também aproveitavam para tirar fotos e passearem pelo meio da neve, assim como os funcionários.
Mas o momento de alegria estava prestes a acabar, porque as aulas continuavam e nós tínhamos de ir para a sala. Ainda estivemos algum tempo nas aulas mas acabaram por ser suspensas, devido às condições anormais que se faziam sentir no exterior.
Acho que ninguém se vai esquecer deste magnífico dia!

Marco Costa 7º B

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O Teatro, a tristeza e a alegria

Eu gosto muito de teatro. Comecei só a fazer este ano no 7.º ano. Mas por eu escolher o teatro separei-me da minha turma e das minhas amigas, pois elas escolheram dança e eu claro fiquei muito triste, porque fui para uma turma estranha e diferente.
Eu gosto muito de teatro e até já vou representar uma peça com os meus colegas ao 4.º ano da minha escola. Estou muito nervosa. Afinal, é a minha primeira vez em frente a tanta gente, mas estou preparada, já sei o meu texto. Espero que corra bem, a minha professora ajuda-me e os meus colegas também.
Queria continuar com o teatro, é fixe encarnar outra personagem e outra personalidade que não é a nossa na verdade. Quem sabe se eu um dia faço parte de um famoso elenco, embora falte muito tempo!...
Agora, fico com o teatro da minha escola. A escola fez-me ver que o teatro é muito especial na minha vida e até já perdi a vergonha de estar à frente de tanta gente a falar.

Anita Costa 7º C

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Natal

Chegou o mês de Dezembro,
a anunciar o Natal.
E com livros de presente
vai ser muito ESPECIAL!

Presentes vamos pedir,
Brinquedos não vão faltar.
Mas o que nós mais queremos,
São livros para nos animar.
Livros para todo o ano,
Desejamos ter em casa.
Sejam de prosa ou poesia,
Ou de banda desenhada.

Contos de fadas e bruxas,
ogres, duendes e dragões,
Princesas de outros tempos,
Sereias, gigantes e anões.

Que todos os meninos recebam
Presentes e presentinhos.
E que dentro dos embrulhos,
espreitem alguns livrinhos.

FELIZ NATAL

São os votos da turma do 3º C de Lemenhe

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Olá amigos!
Gostam de rimas?
Querem brincar com as palavras?
Então venham descobrir a poesia!

Vamos falar de poesia e de um livro que lemos e gostámos muito. Intitula-se «A Cavalo no Tempo» e foi escrito por uma autora chamada Luísa Ducla Soares, que muitos de vós já deveis conhecer.


É um livro de poemas que fala sobre a vida dos reis, dos poetas, de Jesus, dos descobrimentos e como se vivia antigamente sem electrodomésticos. Neste livro há poemas muito interessantes.
Há também um poema que fala de uma pesca muito especial. Imagina que podias pescar, mas não podias ir a nenhum rio! Só se podia pescar no computador, nós íamos a um site e imprimíamos e comíamos papel!

(clique na imagem para ler o poema)
Pesquisámos a vida e a obra da escritora e descobrimos que:
Luísa Ducla Soares nasceu em Lisboa em 20 de Junho de 1939. Foi tradutora, consultora literária e jornalista e também directora de uma revista. A sua obra literária é destinada maioritariamente para as crianças e jovens. Recebeu vários prémios, entre eles o prémio Calouste Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra em 1996.
Escreveu o seu primeiro livro de poesia em 1970 e chama-se « O Contrato»
Publicou 45 obras para crianças e jovens.
Dos livros de histórias que escreveu, já conhecemos alguns:
«Contos para Rir»;
«Os Ovos maravilhosos»;
«Seis Historias às Avessas»
«Poemas da Mentira e da Verdade»
Temos passado momentos muito divertidos com as histórias de Luísa Ducla Soares.
BOAS LEITURAS! 3º C de Lemenhe

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Concurso Uma Aventura... Literária 2008

Foi com grande agrado e entusiasmo que os alunos do 3º ano de Aldeia-Nova –Lemenhe receberam, no seu último dia de aulas, o Diploma de Menção Honrosa por terem participado no Concurso Uma Aventura... Literária 2008 na modalidade Texto Original, promovido pela Editorial Caminho.
Segundo a página da Internet da Editora Caminho, o concurso deste ano foi "O maior sucesso de sempre!" e "o número de participações atingiu, este ano, o maior recorde de sempre!". Foram a concurso "9316 trabalhos individuais e de grupo de muitas centenas de escolas de norte a sul do país, ilhas e estrangeiro", classificando ainda, segundo a mesma Editora, os trabalhos a concurso com "excepcional qualidade".
Afinal, sempre vale a pena pensar que "Temos que nos esforçar e trabalhar muito para conseguirmos aquilo que queremos". E o trabalho que a turma realizou no âmbito do Plano Nacional de Leitura é prova disso mesmo, ao conquistar esta distinção.

Parabéns à turma.

"Quem sabe, se um de nós poderá, um dia, vir a ser um escritor?..."

Boas Leituras.

A professora

Teresa Rodrigues

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Uma Aventura... Literária

Numa tarde quente de Verão, Alex estava sentado descontraidamente no seu sofá da sala de jantar a jogar “playstation”. Aborrecido por já estar a jogar há várias horas e sozinho, numa tarde como aquela, resolveu sair à rua para procurar alguém com quem brincar. Rapidamente deu um salto do sofá e correu para pegar no seu boné preferido cor de laranja e saiu pedalando com toda a pressa para o parque da aldeia.
Pelo caminho, Alex encontrou Xavier, o padeiro, que muitas vezes lhe oferecia deliciosos bolos, a simpática peixeira, a senhora Joaquina, o carteiro que lhe matava as saudades com as cartas que trazia do seu pai que trabalhava longe para poder sustentar a família, e a doce professora da cidade que tinha vindo à escola para preparar o início das aulas que já se aproximavam… A todos cumprimentou educadamente com um rápido sorriso e correu a todo a vapor com a sua bicicleta até parar junto do parque.(continua)

Uma Aventura... Literária

(continuação)
Com um movimento rápido de olhos, olhou em redor do parque até que estes pararam subitamente, numa menina de cabelos dourados, que calmamente baloiçava, fazendo com que os cabelos lhe acariciassem o rosto. Era Inês a sua colega da escola.
Alex correu em sua direcção para a cumprimentar. Convidou-a para passearem pela aldeia em busca de outros colegas, para juntos se deslocarem à escola para verem a professora de quem começavam a sentir saudades.
Depois de muito pedalarem pelas várias ruas da aldeia, Alex e Inês que distraidamente conversavam, repararam que estavam junto da entrada de um pequeno bosque que ficava nos arredores da aldeia. Já cansados, pousaram as bicicletas e sentaram-se à sombra de uma frondosa árvore a descansar. (continua)

Uma Aventura... Literária

(continuação)
Como a tarde estava quente e estavam com sede, foram em direcção a uma pequena nascente que ficava perto dali.
O que é certo, é que o sol começava a despedir-se e pelo caminho, os dois amigos brincavam às escondidas por entre as árvores. Subitamente, Inês parou ao ouvir um ruído estranho… parecia o miar aflito de um gato. Alex, também parou e os dois começaram a mexer na vegetação que estava à sua frente e a caminhar em direcção do som que ouviam agora, com maior intensidade. Espreita aqui, espreita ali… e de repente eis que na sua frente estava uma ninhada de pequenos gatos ainda com o pêlo molhado e que ao mesmo tempo pareciam estar com fome. Da mãe gata, nem sinal. Com certeza estaria por perto à procura de alimento para os seus filhotes.
Alex e Inês nem queriam acreditar no que viam. Os dois entreolharam-se ao repararem num dos pequenos animais que parecia diferente… Era um dos quatro pequenos gatos que ali se encontravam. Era cinzento e de olhos castanhos mas uma das patas dianteiras parecia ferida. Alex, que era mais destemido que Inês aproximou-se lentamente e pegou no pequeno gato que logo o chamou de “Malhadinho”. (continua)

Uma Aventura... Literária

(continuação)
Os dois amigos sabiam que era preciso fazer alguma coisa para ajudarem o pequeno animal. Inês sugeriu que o levassem dali, para o seu pai o tratar, pois o senhor Manuel era quem consertava tudo lá em casa. Alex concordou logo com Inês e meteu o pequeno gato no seu boné preferido. Depois de se certificarem de que os outros gatos ficariam em segurança correram então os dois em direcção às bicicletas e colocaram o boné cor de laranja, com pequeno Malhadinho lá dentro, no cesto da bicicleta da Inês. Pedalaram com todas as suas forças pelas ruas da aldeia para rapidamente chegarem a casa da Inês.
O boné do Alex parecia que tinha vida pois o Malhadinho não parava de se mexer e Inês com medo que ele se magoasse mais, tirou-o então com muito cuidado e passou-o para as mãos do seu pai. O gato assustado enroscou-se todo como se se quisesse esconder.
Então a Inês tratou de ir a correr, buscar a caixa de primeiros socorros que a mãe guardava cuidadosamente no armário da casa de banho. Alex e Inês ficaram ali quietos e silenciosos a observar tudo o que ali se passava. Finalmente puderam ver o Malhadinho com uma pequena ligadura branca na patita da frente e ofereceram-lhe um pequenino prato com leite. (continua)

Uma Aventura... Literária

(continuação)
Muito contentes, os dois amigos trataram de o levar rapidamente para junto dos seus irmãos antes que a mãe gata desse falta dele.
Entretanto a Inês foi a correr à cozinha buscar leite para levar para os outros gatinhos. Chegados ao bosque, procuraram o local onde estava a ninhada. Pousaram então, o Malhadinho junto dos outros gatinhos e colocaram aí uma grande tigela de leite. Devagar, para não assustarem os gatos, foram esconder-se atrás de uma árvore e ficaram a vê-los um a um a aproximarem-se a medo da tigela com leite. Foi então, que de repente, surgiu a mãe, que miava muito e desconfiada.
Como já ficava tarde, Alex e Inês voltaram para casa felizes por terem ajudado aquela família de gatos. Pelo caminho de regresso foram encontrando alguns dos seus amigos a quem contaram a sua aventura.
Agora, sentiam-se responsáveis por aquela ninhada e sempre que podiam iam visitá-los e levar-lhes comida.
Com o passar do tempo, os gatinhos começaram a aproximar-se do Alex e da Inês que agora podiam acariciá-los e brincar com eles.

Alunos do 3º ano de Aldeia-Nova–Lemenhe em 2007/08

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Foi assim que me contaram/A escola e o Passado

Num dia quente de Verão, estávamos eu e a minha avó paterna a conversar sentados na areia, protegidos do sol, quando ela entusiasmada me contou a história de um dia que lhe mudou a vida.
Nos anos 30, minha avó paterna, vivia com a sua família em Arnoso Santa Maria. Esta década, caracterizada por mudanças no país, foi também uma época de mudanças na sua vida. Na família, os costumes e princípios aristocratas ainda predominavam. A terra era a única fonte de subsistência, a indolência não era permitida e todos tinham de trabalhar, para que a família pudesse viver melhor.
O pior de tudo, para a minha avó, era aceitar o costume de somente os rapazes irem à escola. A família era numerosa (nove membros), sendo apenas dois rapazes, e só estes tinham direito a ir à escola. Enquanto os rapazes aprendiam a ler e a escrever, as raparigas faziam o seu trabalho doméstico: limpavam, cozinhavam, costuravam e também cultivavam os campos. O pai da minha avó, o senhor António, não deixava as raparigas irem à escola, mas os rapazes iam apesar de não se esforçarem muito nos deveres escolares, portanto a escolarização, nessa altura, era particularmente para os rapazes
Num dia solarengo de Primavera, com muito trabalho para fazer, a minha avó paterna, D. Isaura, levantou-se ao cantar do galo. O sol, ainda um pouco adormecido, lançava apenas uns tímidos raios sobre as encostas dos montes, já D. Isaura tinha saído à procura de lenha para o lume, a fim de cozer pão no forno. Os seus irmãos acordaram um pouco mais tarde e partiram para a escola.
Em Arnoso Santa Maria, só havia uma professora, que já dava aulas há muitos anos e, assim, já conhecia muitas famílias, incluindo a da minha avó. Com a vontade de que todos, pelo menos, soubessem ler e escrever, a professora mandou recado para o chefe da família. Nesta mensagem, a professora pedia ao Sr. António para deixar que as raparigas frequentassem também as aulas para aprenderem pelo menos a ler e a escrever.
Os rapazes chegaram a casa e deram o recado ao seu pai que andava atarefado no arranjo de um tanque, para armazenar a água, a fim de regar o milho no Verão. O pai, nem parou de trabalhar para ouvir o recado, murmurou que isso não lhes fazia bem e que elas não precisavam desses ensinamentos, ordenando que se despachassem para o vir ajudar. Ao chegarem a casa, comentaram com a minha avó o recado da professora, enquanto esta acendia o lume para cozer o pão saborosíssimo. Ela interrompeu o que estava a fazer e os seus olhos começaram a brilhar de entusiasmo, apesar de saber que seu pai não concordaria nem cederia àquele pedido.
Era o seu sonho - aprender a ler e a escrever – e, todos os dias, quando os seus irmãos chegavam da escola, ela apressava-se a acabar todas as suas lides e sentava-se com eles, perguntando-lhes o que eles tinham aprendido. Notava que eram um pouco desatentos porque lhe diziam muitas vezes que não se lembravam bem das lições. Minha avó ficava sempre triste, porque se lhe fosse dada a oportunidade de ir à escola, ela nunca se esqueceria de estudar e de tudo o que tinha aprendido nesse local tão desejado.
Minha avó continuou o que estava a fazer e, no almoço, nem falou. No fim deste, enquanto arrumavam a cozinha, conversando com a sua mãe, que se comovia com o facto de ela gostar da escola e não a frequentar, esta deu-lhe esperança e disse-lhe que tentaria convencer o seu pai. As suas irmãs, não ficaram tristes, achavam-se já velhas para ir à escola e queriam era casar.
Passada a tarde, a noite caiu e, aquando do jantar, estavam todos sentados à mesa, a sua mãe, calma e corajosamente, retomou o assunto e conseguiu que o Sr. António permitisse a ida à escola da minha avó. Aceitou, mas com uma condição - se ao fim de um ano ela não conseguisse sairia de imediato da escola. Os olhos da minha avó pareciam as duas estrelas mais brilhantes daquela noite. Estava tão contente que, com dois beijos de amor e gratidão, agradeceu aos seus pais.
No dia seguinte, a minha avó foi à escola com grande entusiasmo e com um nervoso miudinho, que se tornava maior à medida que se aproximava dos velhos e ferrugentos portões da entrada da escola. A professora ficou contentíssima e começou logo a ensinar-lhe várias letras, ficando surpreendida com a rapidez que aprendia e o esforço que demonstrava.
Diariamente, tinha que conciliar os trabalhos ordenados pela mãe e os propostos pela professora. Somente à noitinha tinha tempo para estudar. Já não havia luz e a vela acesa tornava o estudo mais lento e difícil, porém a dedicação tudo conquistava.
De manhã, acordava mais cedo que os seus irmãos, pois tinha de ir à lenha para a sua mãe acender o forno, deixar o pão que a mãe tinha cozido na venda da aldeia e, finalmente, ir para escola. Era uma luta diária contra o tempo, mas quando se sentava no banco duro e velho da escola, tudo parecia mudar e quase se revia numa personagem qualquer de um conto de encantar que a professora contava no fim da aula.
Minha avó andou durante um ano na escola e aprendeu a ler, a escrever e a contar. Ela queria muito continuar na escola, contudo não pôde pois a vida familiar complicou-se. O seu pai morreu e sua mãe ficou sozinha em casa. As suas irmãs tinham casado e ela tinha que ajudar nas tarefas domésticas como cozer o pão e cultivar os campos.
No seu último dia de aulas, guardava, no coração, o agradecimento àquela professora que, através de um simples recado, permitiu que, numa certa tarde, o seu grande desejo de ler e escrever se tornasse realidade e, deste modo, um dia ela pudesse ler aos seus filhos uma história de encantar.
E foi assim, na Póvoa de Varzim, que a tarde foi passando e a força do vento nos fez abandonar a praia e aperceber-me da grande história de vida da minha avó e da sua luta pessoal contra o analfabetismo que se vivia naquela época.

Emanuel Carvalho 9º A CAB

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Podemos fazer a diferença...

(autor desconhecido)
A professora Teresa conta que no seu primeiro dia de aulas parou em frente aos seus alunos do 5º ano e, como todos os demais professores, disse-lhes que gostava de todos por igual. No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um rapaz chamado Ricardo.
Ela, aos poucos, notou que ele não se dava bem com os colegas da classe e muitas vezes as suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.
Houve até momentos em que ela sentia um certo prazer em dar-lhe notas baixas ao corrigir as suas provas e trabalhos.
Ao iniciar o ano lectivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações. Ela deixou a ficha do Ricardo para último. Mas quando a leu foi grande a sua surpresa...
Ficha do 1º ano:
“Ricardo é um menino brilhante e simpático. Os seus trabalhos estão sempre em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.”
Ficha do 2º ano:
“Ricardo é um aluno excelente e muito querido dos seus colegas, mas tem estado preocupado com a sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida no seu lar deve estar a ser muito difícil.”
Ficha do 3º ano:
“A morte da sua mãe foi um golpe muito duro para o Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas o seu pai não tem nenhum interesse e depressa a sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.”
Ficha do 4º ano:
“O Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos.
Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aulas.”

Ela deu-se conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada...
E ficou pior quando se lembrou dos lindos presentes de Natal que ela recebera dos alunos, com papéis coloridos, excepto o do Ricardo, que estava enrolado num papel de supermercado. Lembrou-se que abriu o pacote com tristeza, enquanto as outras crianças se riam ao ver que era uma pulseira à qual faltavam algumas pedras e um frasco de perfume pela metade. Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão. Naquela ocasião Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o costume. Relembrou-se, ainda, que ele lhe disse: - A senhora está perfumada como a minha mãe! E, naquele dia, depois de todos se irem embora, a professora chorou durante bastante tempo... De seguida, decidiu mudar a sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente ao Ricardo. Com o passar do tempo ela notou que o rapaz só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava. Ao finalizar o ano lectivo, o Ricardo foi o melhor da classe.
Seis anos depois, recebeu uma carta do Ricardo contando que havia concluído o secundário e que ela continuava a ser a melhor professora que tivera. As notícias repetiram-se até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Stoddard, o seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo. Mas a história não terminou aqui... Tempos depois recebeu o convite de casamento e a notificação do falecimento do pai de Ricardo. Ela aceitou o convite e no dia do casamento usou a pulseira que recebeu do Ricardo anos antes, e também o perfume. Quando os dois se encontraram, abraçaram-se longamente e Ricardo disse-lhe ao ouvido: “Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.” E com os olhos banhados em lágrimas sussurrou: “Engano teu! Depois que te conheci, aprendi a leccionar e a ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando. Mais do que avaliar as provas e dar notas, o importante é ensinar com amor mostrando que é sempre possível fazer a diferença...”

(Autor Desconhecido)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A Visita de um escritor à nossa escola

Somos uma turma engraçada
Que gosta de estudar
Com a língua bem afiada
Sempre pronta a relatar!...


3º Ano Turma A


No âmbito do Plano Nacional de Leitura, no dia 6 de Maio, pelas 16h 30m, assistimos a uma palestra sobre o livro “Boa noite, Mariana”. O escritor era Amadeu Sousa e a sua filha Mariana Sousa.
O pai e a filha fizeram este livro em conjunto.
O local onde contactámos o escritor foi na sala de música da nossa escola.
A sala estava enfeitada com desenhos e cartazes das turmas do 1º, 2º, 3º e 4º Anos alusivos às histórias contidas no livro.
Nós fizemos várias perguntas ao escritor e à sua filha, ela era envergonhada. Depois desta sessão de esclarecimento, o escritor e a sua filha deram autógrafos, só a quem teve o livro “ Boa noite, Mariana”.
Seguidamente viemos para a sala felizes e achámos que tudo foi muito interessante porque um livro é sempre magnífico para todas as idades.
O livro tem várias histórias, todas muito interessantes. A nossa turma trabalhou a história “O diário de Liliana”, com esta história aprendemos que na vida há situações difíceis que temos que saber enfrentar e resolver.
O autor deixou-nos a seguinte mensagem “Temos que nos esforçar e trabalhar muito para conseguirmos aquilo que queremos”.
Quem sabe um de nós poderá, um dia, ser um escritor?...

Um livro é sempre um amigo!

3º Ano Turma A
EBI Arnoso Santa Maria

terça-feira, 6 de maio de 2008

Produção colectiva do 9ºA em homenagem à poesia de Sophia Andresen



Um jovem chamado João vivia com os pais numa pequena e humilde casa perto do Bosque das Amélias, onde costumava passear com os seus pais e muitas das vezes com os seus amigos.
Nestes singulares e maravilhosos passeios, onde a natureza oferecia os seus perfumes, os pais do João despertavam-no para o trabalho e o espaço na escola.
Neste diálogo, o pai explicava-lhe o valor e a diferença entre os versos:


”Ganharás o pão com o suor do teu rosto
Assim nos foi imposto
E não:
Com o suor dos outros ganharás o pão”.

Na formação e na moral deste pai não cabiam as atitudes de exploração, atropelos e desrespeito dos seres humanos.
Estas conversas levaram o João a crescer e a formar-se humanamente. Este crescimento permitiu ao João ser sempre um aluno empenhado e muito estudioso, pois pensava entrar numa universidade e conseguir ser arquitecto.
Realizou o seu sonho e foi considerado pelo seu esforço e pela sua entrega profissional um dos melhores arquitectos do país.
Na sua actividade profissional teve sempre como objectivo a realização de um trabalho bem feito e financeiramente cobrava os seus custos de uma forma honesta.
Esta atitude face ao trabalho promoveu a confiança nas pessoas e então a este profissional nunca faltou trabalho. Teve sucesso, conseguiu ajudar a sua família e foi útil na prestação dos seus serviços à sociedade.
Mais tarde, após uma relação de namoro e com a vida encaminhada profissional e emocionalmente casou e do casamento teve 2 filhos (um casal).
Os filhos foram crescendo e, à medida do seu crescimento, o pai recordava sempre as palavras de seu pai. Certa noite, quando se despedia dos seus filhos lembrava-lhes e explicava-lhes o valor das palavras e a diferença nestes versos:

”Ganharás o pão com o suor do teu rosto
Assim nos foi imposto
E não:
Com o suor dos outros ganharás o pão”.

(uma menção especial para o aluno Marcelo)

terça-feira, 11 de março de 2008

Versos dedicados ao Principezinho


Principezinho do além,
Ao aviador vieste,
À imaginação também
Muitos enigmas trouxeste.

O teu planeta deixaste
Fugindo da tua Flor,
O teu coração negaste,
Pois é ela o teu amor.

Alguns planetas passaste,
Muito tu tens que contar,
Muitas saudades deixaste,
Muita vontade de amar.

Conhecer no deserto,
O aviador mereceu,
Um Principezinho de perto,
Foi dádiva que Deus lhe deu.

Tantos defeitos evoca,
Que os humanos esquecem,
Muitos enigmas coloca,
Todos têm o que merecem.

Nem tudo o que existe se vê,
Rancor, ódio, vaidade,
Existe e não sei porquê,
A manchar a Humanidade.

Cativar disse a raposa,
É algo vindo do coração,
Sentiste logo a tua Flor,
O amargo da ingratidão!

Tolerância e Humanidade
Principezinho nos ensina,
Falar sempre a verdade,
A maldade assim termina

Carina Daniela Gomes Oliveira 9ºA Nº5

terça-feira, 4 de março de 2008

uma carta para a rosa

Asteróide B612, 25 de Maio de 19 . .

Querida Rosa!

Estou a escrever-te esta carta, pois percebi o quão importante tu és para mim.
Quando estiveres a ler esta carta eu já deverei ter regressado da minha viagem, talvez a mais importante da minha vida.
Um dia, durante a minha viagem, fui a um jardim cheio de rosas, todas parecidas contigo. Fiquei muito triste porque me tinhas dito que eras a única flor da tua espécie que existia no Universo. E eras, sabes porquê? Porque pode haver muitas pessoas iguais umas às outras, mas o que interessa é o que está dentro e a maneira de ser e estar, e como tu não há ninguém.
Eu sei que tu às vezes podes ser muito chata e vaidosa mas eu não me importo, pois foi precisamente para perceber a importância que tu tens na minha vida que eu fiz esta viagem.
Uma das melhores coisas que me aconteceu na viagem , foi ter conhecido a Raposa, a única a quem eu consegui cativar.
Sabes o que é cativar? Foi uma palavra nova que aprendi, e significa criar laços. Podem existir muitas rosas como tu mas não têm nenhum significado na minha vida e não me dizem nada, mas tu és importante para mim pois conseguiste cativar-me.
A Raposa também me ensinou a dar valor à vida, às coisas que tenho, às pessoas que me rodeiam, mas sobretudo, devemos sentir com o coração.
Agora que já te disse tudo o que tinha a dizer vou despedir-me esperando que tenhas compreendido a razão da minha partida.
Adeus.....
Espero que nunca esqueças este amigo:

Principezinho

Sara Daniela Costa Ferreira 9ºA Nº25

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Páginas de um diário

(16 de Setembro de 1935)

Querido diário:

Hoje foi um dia quase igual a todos os dias desta semana, só não o foi, pois faz hoje um ano que eu encontrei pela primeira vez o Principezinho.
Nunca mais me esqueço daquele primeiro encontro: estava eu a ali, perante a imensidão do deserto, a mil léguas de qualquer terra habitada, preocupado a consertar o motor do meu avião (era uma questão de vida ou de morte!), quando de repente ouço uma voz de uma criança.
Para mim, diário, foi uma grande surpresa, não só pelo facto de encontrar uma criança tão longe da civilização, mas pelo facto desta não estar assustada nem fatigada. Eu caí então, no universo do inimaginável e da curiosidade. Era incrível e também impensável uma criança tão longe dos humanos e debaixo do calor abrasador do deserto, não estar doente ou completamente desesperada. Foi espantosa e curiosa a primeira fala que o Principezinho me dirigiu ao pedir-me que lhe desenhasse uma ovelha para habitar no seu planeta. Incrível, não?! Com um pedido “absurdo” nem fui capaz de dizer nada.
Emanuel Ângelo Lopes de Carvalho, Nº11, 9ºA